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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Biblioteca Nacional distribui quase 1 milhão de livros em todo o país


A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) distribuiu 930.566 livros para 1.625 bibliotecas públicas de todo o país, cadastradas no Portal do Livro da instituição, vinculada ao Ministério da Cultura. Com a entrega concluída, a FBN cumpriu a primeira etapa do Programa de Ampliação de Acervos do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), lançado em 2011 e no qual foram investidos R$ 8,4 milhões.
 
Os livros foram escolhidos pelas próprias bibliotecas, a partir de uma lista disponibilizada pelas editoras participantes do programa. Segundo a FBN, foram beneficiadas bibliotecas públicas, comunitárias, rurais e pontos de leitura de 1.150 municípios. Mais da metade – 56% – delas não recebiam livros há mais de dois anos.
 
“A biblioteca pública é um espaço de criação e formação de leitores o ano inteiro e o mais democrático da leitura independente”, destacou a diretora Antonieta Cunha. Outro dado importante é que um terço dos municípios beneficiados nessa distribuição está localizado nas regiões de maior vulnerabilidade social, os chamados territórios da Cidadania.

Gilberto Gil lança livro em São Paulo

 
 
Gilberto Gil lançou, nesta quinta-feira (4), o livro Cultura pela Palavra, escrito em parceria com Juca Ferreira, que esteve à frente do Ministério da Cultura na mesma época de Gil, entre 2003 e 2010. O evento aconteceu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na capital paulista. Na obra, Gil e Ferreira fizeram uma coletânea de 19 artigos, 19 entrevistas e 61 discursos que assumiram durante os oito anos como ministros. Entre os assuntos tratados estão economia criativa e cultura digital, além de temas polêmicos que enfrentaram, como o modelo de renúncia fiscal (Lei Rouanet) e a regulamentação do setor audiovisual

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Morta há 30 anos, Clara Nunes é referência de canto e de samba no Brasil



Fez 30 anos nesta terça-feira, 2 de abril de 2013, que Clara Nunes saiu precocemente de cena, aos 40 anos de vida. Perda que chocou o Brasil na época pela morte estúpida, inesperada, consequência do que seria corriqueira operação de varizes. Decorridos 30 anos do voo da sabiá, Clara Nunes ainda é sólida referência de canto feminino no Brasil - e de samba, ainda que seu repertório tenha abarcado outros ritmos brasileiros.
 
A associação de Clara ao samba no imaginário nacional é perfeitamente compreensível. Com voz luminosa, Clara Francisca Gonçalves irradiou alguns dos melhores sambas ouvidos nos anos 70, década de seu apogeu artístico e comercial. A emissão límpida e a afinação perfeita – treinadas espontaneamente na escola noturna das boates da Belo Horizonte (MG) dos anos 60 – ganharam projeção nacional quando, após transitar por boleros e por músicas de festivais, a mineira abraçou o samba em 1971, escorada em imagem afro-brasileira arquitetada pelo produtor e radialista Adelzon Alves em sintonia com o apego da intérprete aos temas do Candomblé.
 
São dessa fase álbuns emblemáticos como Alvorecer (1974) e Claridade (1975). A partir de 1976, conduzida pelo produtor Paulo César Pinheiro, Clara abriu o leque estético do repertório em álbuns igualmente primorosos como Canto das três raças (1976), As forças da natureza (1977), Guerreira (1978), Esperança (1979), Brasil Mestiço (1980), Clara (1981) e Nação (1982), nos quais cantou outros ritmos brasileiros sem nunca se dissociar do samba. Gravações ainda hoje marcantes como as de Ê baiana (1971), Ilu ayê (Terra da vida) (1972), Tristeza pé no chão (1973), Conto de areia (1974), O mar serenou (1975), Canto das três raças (1976), Coração leviano (1977), Mente (1978), Na linha do mar (1979), Morena de Angola (1980), Portela na avenida (1981) e Ijexá (1982) ainda reverberam na alma do Brasil - 30 anos após o voo da sabiá - e atestam a perenidade do canto luminoso do ser de luz de voz guerreira calada justo quando tinha alcançado a maturidade artística.
 
Fonte: Notas Musicais

Esgotados os ingressos para o Rock in Rio 2013

Em menos de um dia esgotaram-se as entradas do Rock in Rio 2013. Todos os 455 mil ingressos, para os sete dias de festival, acabaram em 4 horas. Outros 140 mil ingressos já haviam sido vendidos no esquema de pré-venda iniciado em outubro e que foi até a última segunda-feira, 1º. "A 1ª etapa da maratona Rock in Rio 2013 chegou ao fim: todos os ingressos à venda esgotados em 4 horas.Só podemos agradecer a todos os apaixonados pela música que participaram dessa jornada com a gente. Neste ano, o Rock in Rio acontece em dois fins de semana de setembro: nos dias 13, 14 e 15 e, mais tarde, em 19, 20, 21 e 22. Esta é a quinta edição do maior festival de música do país.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"Grupo Magiluth, celebra Luiz Gonzaga em Garanhuns"



 
 
O Grupo Magiluth celebra o centenário do músico pernambucano Luiz Gonzaga com o espetáculo “Luiz Lua Gonzaga”, no próximo sábado aqui em Garanhuns. A apresentação vai acontecer a partir das 16h. no Parque Euclides Dourado. O projeto possui patrocínio da FUNARTE - Fundação Nacional de Artes, através do Prêmio Funarte Centenário Luiz Gonzaga, que premiou 30 iniciativas em todo país de diferentes linguagens (shows, pesquisas, espetáculos de dança e teatro).
 
Através deste projeto, os atores do grupo experimentaram técnicas que não faziam parte do seu repertório de trabalho, como o canto, fortalecendo a noção de ator e pesquisa desenvolvida pelo grupo. “É o primeiro trabalho que a musicalidade está intensamente presente. O trabalho tem como mote um conjunto de pessoas que esperam pela volta de um rei e divagam poeticamente sobre questões do ser e viver no Nordeste. “Luiz Lua Gonzaga” não é uma história com começo, meio e fim, mas uma série de situações poéticas em homenagem ao Rei do Baião.

FICHA TÉCNICA
Direção: Pedro Vilela
Dramaturgia: Giordano Castro
AtoresErivaldo Oliveira / Giordano Castro / Lucas Torres / Mário Sergio Cabral / Pedro Wagner
Músicos: João Tragtenberg e Pedro Cardoso
Iluminação: Pedro Vilela
Direção de Arte: Guilherme Luigi e Pedro Toscano
Figurinos em Couro: Hemerson Souza
Produção Executiva: Mariana Rusu
Realização: Grupo Magiluth

Pintor investigado se usou cinzas de vítimas dos nazistas em obra

 
 
A justiça sueca está investigando se um pintor utilizou cinzas de um forno crematório de um campo de concentração na Polônia para realizar uma de suas obras, informou nesta sexta-feira a polícia.
O pintor sueco Carl Micheal von Hausswolff disse que uma aquarela atualmente exposta em uma galeria de Lund foi realizada com água na qual foram diluídos alguns restos mortais recolhidos em 1989 no campo de concentração de Majdanek.
 
A obra, em branco e preto, mostra pinceladas verticais dentro de um retângulo que, segundo afirma o artista no site da galeria, representam "gente torturada, martirizada, assassinada por outro povo em uma das guerras mais cruéis do século XX".A investigação policial começou com uma demanda na quarta-feira por "violação do descanso dos mortos", um crime castigado na Suécia com até dois anos de prisão, indicou à AFP a inspetora de polícia Annika Johansson.
 
O administrador da galeria, Martin Bryder, e o artista, contactados pela AFP, se negaram a comentar a informação.Por sua vez, uma porta-voz do museu do campo de Majdanek, Agnieszka Kowalczyk, disse ao jornal sueco Aftonbladet que recolher cinzas é "um roubo".Vom Hausswolff conta na internet que foi à Polônia para uma exposição e que, quando chegou a Majdanek, teve a ideia de recolher as cinzas, mas que não sabia o que fazer com elas. "O material estava muito carregado dos horrores que aconteceram ali", assegurou.
 
"Em 2010, peguei a urna com as cinzas e decidi fazer algo. Pequei umas folhas de papel de aquarela e decidi simplesmente cobrir uma superfície retangular destas folhas com cinzas diluídas em água", disse o artista."Quando terminei, estas imagens 'falaram' comigo, apareceram figuras... como se as cinzas tivessem uma energia ou as recordações ou as 'almas' das pessoas", acrescentou.